O CDI (cardiodesfibrilador implantável) é um dispositivo semelhante ao marcapasso na aparência e modo de implantação. O desfibrilador é capaz de regularizar os batimentos cardíacos quando estão muito devagar, assim como o marcapasso. No entanto, apresenta algumas funções adicionais importantes.

A atuação primordial do CDI é monitorar os batimentos cardíacos 24 horas por dia e tratar arritmias aceleradas (taquicardias) que oferecem risco de parada cardíaca e morte súbita ao paciente. Cerca de 95% das pessoas que apresentam parada cardíaca fora do hospital não sobrevivem se não forem tratadas dentro de dez minutos com um desfibrilador. Dessa forma, compreende-se a necessidade de aqueles sob risco de uma parada cardíaca portarem um “minidesfibrilador” como um anjo da guarda.

O CDI é indicado para pacientes que apresentam sequelas de infarto no coração ou com outros problemas cardíacos que oferecem risco de parada cardíaca, permitindo que a pessoa tenha vida mais longa e saudável. O dispositivo cumpre papel semelhante ao do desfibrilador externo existente em ambientes públicos – que já salvou vidas de muitas pessoas.

O CDI é um aparelho implantado entre a pele e o músculo do peito, agindo rapidamente quando o coração para de bater. Ao detectar uma arritmia cardíaca, o desfibrilador aplica um choque dentro da intensidade adequada para trazer o ritmo cardíaco de volta ao normal. De acordo com o uso, a bateria dura um tempo variável, habitualmente acima de 5 anos.